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Histórico

Em outubro de 1993 é aberta a POLICLÍNICA SANTA INÁCIO, tendo como sócios,

Dra Tatiana Fragoso e Dr. Lúcio Rodrigues, ambos com firme propósito de construir e exercer uma medicina atual e com uma nova visão no atendimento aos pacientes, cientes de que a arte de curar é uma tarefa divina que inclui o corpo e a alma, pois são dois aspectos inseparáveis no ser humano.

Desde o início apesar de todas as dificuldades não nos desviamos de nossas metas, e foi com esta perseverança que chegamos até aqui. Atualmente já temos várias especialidades médicas, com serviços informatizados, e atentos para dar novos passos a cada dia

“Para um grande sonho tornar-se verdadeiro, a primeira condição é ter uma grande capacidade de sonhar, a segunda é a perseverança, a fé no sonho.”

Por que SANTO INÁCIO

Na realidade nos referimos a SANTO INÁCIO de ANTIOQUIA, que é considerado o segundo sucessor de São Pedro na sede de Antioquia da Síria no ano de 107 e 108

Esta é a cidade onde os discípulos de Cristo foram, pela primeira vez, chamados de cristãos.

Como bispo de Antioquia, muito conhecido e estimado em todo Oriente devido sua santidade e marcante personalidade. Quando foi preso pelo Imperador Trajano no ano 107 e condenado como chefe importante da religião cristã, na longa e penosa viagem por terra e por mar, em direção a Roma, por toda parte foi acolhido com entusiasmo e venerado pelas comunidades eclesiais da Ásia Menor.

Durante esta viagem escreveu várias cartas ás comunidades cristãs da Ásia Menor e também aos cristãos de Roma. Cartas estas muito importante na organização das comunidades cristãs e pela primeira vez recorre a expressão Igreja Católica

Inácio foi atirado vivo ás feras no Coliseu em Roma no ano 108. Suas cartas, por muitos decênios, foram lidas em público nas igrejas, quase com a mesma veneração com que se liam as cartas do apóstolo Paulo. Poucos depoimentos pessoais podem encontrar, com efeito, na longa história do Cristianismo de fé e tão ardente, de doação tão completa, de amor a Cristo tão ardente e tão profundo, como na vida de

SANTO INÁCIO DE ANTIOQUIA

No centro do Coliseu romano, o bispo cristão aguarda ser trucidado pelas feras, enquanto a multidão exulta em gritos de prazer com o espetáculo sangrento que vai começar. Por sua vez, no estádio, cristãos incógnitos, misturados entre os pagãos, esperam, horrorizados, que um milagre salve o religioso. Os leões estão famintos e excitados com o sangue já derramado na arena. O bispo Inácio de Antioquia, sereno, esperava sua hora pronunciando com fervor o nome do Cristo.

Foi graças a Inácio que as palavras: cristianismo e Igreja Católica surgiram. Era o início dos tempos que mudaram o mundo, próximo do ano 35 da era cristã, quando ele nasceu. Segundo os estudiosos, não era judeu e teria sido convertido pela primeira geração de cristãos, os apóstolos escolhidos pelo próprio Jesus. Cresceu e foi educado entre eles, depois sucedeu Pedro no posto de bispo de Antioquia, na Síria, considerada a terceira cidade mais importante do Império Romano, depois de Roma e Alexandria, no Egito. Gostava de ser chamado Inácio Nurono. Inácio deriva do grego "ignis", fogo, e Nurono era nome que ele mesmo dera a si, significando "o portador Deus". Desse modo viveu toda a sua vida: portador de Deus que incendiava a fé.

Mas sua atuação logo chamou a atenção do imperador Trajano, que decretou sua prisão e ordenou sua morte. Como cristão, deveria ser devorado pelas feras para diversão do povo ávido de sangue. O palco seria o recém-construído Coliseu.

A viagem de Inácio, acorrentado, de Antioquia até Roma, por terra e mar, foi o apogeu de sua vida e de sua fé. Feliz por poder ser imolado em nome do Salvador da humanidade, pregou por todos os lugares por onde passou, até no local do martírio. Sua prisão e condenação à morte atraiu todos os bispos, clérigos e cristãos em geral, de todas as terras que atravessou. Multidões juntavam-se para ouvir suas palavras. Durante a viagem final, escreveu sete cartas que figuram entre os escritos mais notáveis da Igreja, concorrendo em importância com as do apóstolo Paulo. Em todas faz profissão de sua fé, e contêm ensinamentos e orientações até hoje adotados e seguidos pelos católicos, como ele tão bem nomeou os seguidores de Jesus.

Numa dessas cartas, estava o seu especial pedido: "Deixai-me ser alimento das feras. Sou trigo de Deus. É necessário que eu seja triturado pelos dentes dos leões para tornar-me um pão digno de Cristo". Fazia-o sabendo que muitos de seus companheiros poderiam influenciar e conseguir seu perdão junto ao imperador. Queria que o deixassem ser martirizado. Sabia que seu sangue frutificaria em novas conversões e que seu exemplo tocaria o coração dos que, mesmo já convertidos, ainda temiam assumir e propagar sua religião.

Em Roma, uma festa que duraria cento e vinte dias tinha prosseguimento. Mais de dez mil gladiadores dariam sua vida como diversão popular naquela comemoração pela vitória em uma batalha. Chegada a vez de Inácio, seus seguidores e discípulos esperavam, ainda, o milagre.

Que não viria, porque assim desejava o bispo mártir. Era o dia 17 de outubro de 107, sua trajetória terrena entrava para a história da humanidade e da Igreja.